Arte low-poly


É comum nos depararmos com mídias eletrônicas e presenciar  um mundo virtual cada vez mais parecido com o mundo real (com as suas devidas diferenças reconhecíveis). É mais fácil imaginar isso no universo dos games.

Cada vez mais eles tentam imitar a realidade com gráficos ultra-realistas… tudo para aumentar a imersão, pra que você se sinta dentro do universo proposto; e aí vem o extraordinário, os poderes, as coisas impossíveis… as fantasias vivenciadas.

Vou voltar ao ponto de ultra-realismo com sendo gráficos cada vez mais parecidos com o real.

Na industria da tecnologia, para se tornar ‘mais real’ era só uma questão de polígonos. Quanto mais polígonos, mais parecido com a realidade ele será. Assim as ‘coisas’ ficariam com aspecto mais realista (vou deixar simplificada essa questão para não entrar nos méritos das texturas, art light, shaders e tantas outras): portanto se atenham a isso:

Quanto mais polígonos, mais parecido com a realidade ele será

Acontece que existe uma máxima no mundo das artes, (e o design segue essa máxima como se ele fosse a própria definição de arte, o que na verdade é errado, afinal ele faz uso do mesmo e isso não o transforma na coisa usada) mas essa máxima diz para você simplesmente ir contra tudo o que vem sendo feito. Nadar na ‘contramão’, ou melhor, na contra-corrente! 🙂

Sendo assim é fácil imaginar um estilo artístico que contrarie a contagem cada vez mais exorbitante de polígonos, arestas e pontos flutuantes.

O low-poly é o termo para low polygons. Simples dizer que siginfica baixo número de polígonos

Deixo claro, que o low-poly ainda é necessário para a industria, principalmente nos mobiles devices, que ainda não atingem o poder de processamento gráfico de desktops e precisam, claramente, de performance.

Mas o low-poly está deixando um legado de arte por si só. Começaram a surgir muitas investidas nesse sentido e um nome se destaca nessa tendência que pode surgir, um deles é Timothy J. Reynolds e sua arte low-poly. Veja um projeto dele com modelagem de animais:

E as referencias não param de crescer. Vejam o que Emily McLain fez com a arte poligonal e Papercrafts para a série animada ‘Adventure Time’.

O modelo 3D inicial dos personagens foram feitos e colorido no Cinema 4D, convertido em um padrão de impressão, utilizando Pepakura Designer, com os ajustes finais no Photoshop. A impressão foi em papel básico e construído com cola, Veja o resultado:

Na mesma linha, Jeremy Kool iniciou um projeto com animais (veja a galeria abaixo):

…e essa arte se transformou em técnica e agora podem compor ambientes inteiros. Foi o que aconteceu com o seu projeto “Paper Fox” um app para iphone que traz vida ao paper-craft e ao low-poly. Veja o vídeo abaixo:

jeremyKool_appStore

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