Mas afinal, porque o Flat Design faz tanto sucesso?


Fato: Flat Design está na moda! Novos sistemas operacionais, tutoriais, dicas e até sátiras desse ‘modismo’. Entenda, de uma vez por todas, porque ele faz tanto sucesso e se prepare, porque ele veio para ficar.

A resposta pode ser extensa mas simples o suficiente para caber nesse post e o mais importante: entender e passar a usá-lo com a propriedade de quem sabe o que está fazendo; para isso você tem que entender a própria história, não da internet, mas do computador!

O mais correto seria a história do meio digital, mas como ele encontrou o computador como o seu receptáculo de maior sucesso para a difusão dessa cultura, podemos nos concentrar nele. Assim, a história do computador nos ensina uma coisa que sempre existiu mas que muitos só notaram décadas depois: até deram um nome legalzinho para ele, e esse nome foi interface.

Interface também é fácil de entender: é um intermédio entre a máquina que opera sobre um monte de códigos, javascript, php e mais essencialmente o binário; para uma linguagem mais humana, compreensível. Ela é a ponte que conecta esses dois mundos; o tradutor entre estrangeiros de línguas distintas entre si.

A melhor forma de transformar essa tal de interface em algo funcional, no início dos tempos da computação pessoal, foi transportar o mundo real para o mundo digital. Nos escritórios, nós organizamos os nossos arquivos de papel em pastas de cartonado amarelado e os sistemas operacionais passaram a desenhar uma pastinha parecida com a pastinha de arquivos do mundo real. Uma representação iconográfica que diz: “Aqui é uma pasta e dentro dela tem coisas… como na vida real”

O mesmo aconteceu com os botões. A grande mudança necessária para o surgimento da comunicação nos meios computacionais foi comportamental. Posso até dizer “comunicação” pois existe uma troca entre a máquina e o humano (não gosto da palavra usuário pois me parece um drogado ou viciado em alguma coisa!). E a transformação, como eu disse foi comportamental, pois tirou esse humano da passividade para a atividade. O usuário (pronto, falei!) tinha que fazer alguma coisa; apertar botões como num painel de uma espaçonave!

Reparem também que os dizeres nos botões estão no imperativo. São palavras de ordem como “Aperte aqui” ou “Publique”, senão ele não vai fazer nada. Vai ficar olhando a tela como se fosse uma televisão esperando algo acontecer. Deve haver um convite a ação, tirar ele do conforto de assistir e agir; clicando naquele botão.

Hoje ainda encontramos algumas variações mais amenas com verbos no infinitivo: “Adicionar” ou “Deletar”. Mas você nunca verá um botão no modo passivo; algo do tipo “avançarei ao ser apertado!” ou ainda “se você quiser… esse botão foi feito para avançar”. Entendam uma coisa, os termos e as palavras usadas também é design, ok?!

Quanto ao aspecto visual, o botão também representava a realidade, ou seja, eles tinham o aspecto de botões em caixas 3D. E quando apertados eles ainda ‘afundavam’ para mostrar “esse botão foi pressionado”. Isso foi importante para educar quem o utilizava, para ensinar que ele deve fazer alguma coisa senão ele não sai do lugar. É como uma conversa em que você espera que o outro fale alguma coisa. Não é raro, meus pais na terceira idade ainda me perguntarem, “mas tem que apertar aqui?” Claro que tem…

Agora, depois dessa educação exaustiva é possível criar uma interface que não imite o mundo real e passe a criar a sua própria linguagem escrita e visual. Veja a imagem logo abaixo e você será capaz de entende-la perfeitamente. Flat e 100% visual.

icons

 

O Flat design faz sucesso porque é a evolução natural do homem no que diz respeito às interfaces digitais. Não que vá nascer um terceiro olho na testa e veremos o mundo levemente de cima. Eu só fico curioso em saber como serão os sistemas operacionais daqui pra frente, com esse novo entendimento de interface. Já temos uma prévia com o Windows 8, o novo iOS… mas eles aindam mostram uma pastinha quando querem se referir ao ‘folder’. Será que isso um dia vai mudar?

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